Dentre os meses de junho e outubro as cidades ficam coloridas com as flores dos ipês, cada cor em suas respectivas épocas de floração, algumas vezes coincidindo, outras não, e muito dependente de fatores climáticos e regionais. O primeiro começa a apontar suas primeiras flores no final de maio, sendo o ipê roxo, este que, na verdade, possui suas flores na cor magenta e não roxas (como o Jacarandá) e acaba gerando algumas confusões com o ipê rosa. Mas calma! Ele ainda irá florir. O que mais gosto no ipê roxo é sua estatura, pois costuma ser enorme, de uma grandeza absurda. A florada, por si só, não costuma ser tão efêmera, mas também não é tão longa. Logo após, o ipê amarelo aparece. Sutil, no início, para depois roubar a cena com suas cores vibrantes, como me disseram uma vez "como se ouro estivesse caindo do céu". Isso entre final de julho e final de setembro. Já entre agosto e setembro há chances de encontrar o ipê branco, o mais efêmero e, particularmente, o meu favorito. Alguns são levemente rosados nas pontas e amarelados por dentro e outros são brancos como neve. O último, mas não menos especial, é o ipê rosa, mais claro que o roxo e com leves diferenças na flor, florece entre setembro e outubro. Claro que todos esses períodos são uma estimativa com base no que já observei e nas cidades que já visitei, apesar das diferenças de período dentro de uma mesma cidade, como em Congonhas, onde os ipês amarelos da Basílica florecem primeiro e se despedem com antecedência, enquanto o da Matriz mal deu os primeiros sinais de flores. Além destes, há também o ipê verde, que para mim continua sendo um mistério, apesar de eu ter conseguido vê-lo uma vez.
Os ipês são lindooos!! Aqui não vi nenhum até hoje, sinto falta
ResponderExcluirSão lindos mesmo! Poxa que pena, não devem ser comuns no Nordeste por causa do clima mais quente;
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